Olá caros leitores.
É com muita satisfação que disponibilizo para vocês a entrevista da presidenciável Dilma Roussef (PT), concedida ao Jornal Nacional da TV Globo na segunda (09/08/10).
Agora faço uma breve análise, no entanto gostaria de deixar claro que não tenho a intenção de fazer política aqui neste blog, mas quero fazer com que você, nobre leitor, possa analisar o perfil de cada candidato.
Ao assistir a entrevista da Dilma fiquei surpreso com algumas questões, em primeiro lugar achei brilhante a forma que o Bonner e a Fátima Bernardes conduziram as perguntas, em seguida também achei que a presindenciável estava mesmo preocupada com a maquiagem que estava usando e também se ficava bem diante das câmeras, a cada momento ela jogava aquele olhar e aquele sorriso, enfim...
O que mais chama a minha atenção é que em pleno século XXI o Brasil não muda a sua forma de fazer política, os políticos continuam tratando os eleitores como os coronéis nordestinos tratavam em outrora, é verdade que muitas coisas foram implementadas: os recursos tecnológicos, o marketing, que hoje é tão importante para os candidatos, e acima de tudo, a maquiagem que tem dado todo um retoque especial, no caso da Dilma, por exemplo. Portanto, até quando vamos assistir às entrevistas, aos debates e vamos ver essa negação que é o discurso político brasileiro.
O meu intuito é que você, nobre leitor, possa assistir ao vídeo (aqui disponibilizado) e possa tirar suas próprias conclusões. Algo nesta entrevista da Dilma chamou muito a minha atenção, ou seja, quando o Bonner falou o seguinte:
William Bonner: A senhora tem agora nessa candidatura, além do apoio do presidente, a senhora também tem alianças, né?, formadas para essa sua candidatura. Por exemplo, a do deputado Jader Barbalho, por exemplo, a do senador Renan Calheiros, por exemplo, da família Sarney. A senhora tem o apoio do ex-presidente Fernando Collor. São todas figuras da política brasileira que, ao longo de muitos anos, o PT, o seu partido, criticou severamente. Eram considerados como oligarcas pelo PT. Onde foi que o PT errou, ou melhor, quando foi que ele errou: ele errou quando fez aquelas críticas todas ou está errando agora, quando botou todo mundo debaixo do mesmo guarda-chuva?
Dilma Rousseff: Eu vou te falar. Eu perguntava outra coisa: onde foi que o PT acertou? O PT acertou quando percebeu que governar um país com a complexidade do Brasil implica necessariamente a sua capacidade de construir uma aliança ampla.
Essa parte da entrevista realmente merece um destaque, uma presidenciável que assume publicamente que para governar o Brasil é necessario fazer alianças com as figuras menos idôneas (comprovodamente) da história política recente deste país. Efetivamente chego a conclusão que a coisa mais importante que a presidenciável Dilma levou para o Jornal Nacional foi mesmo o seu estojo de maquiagem de primeira linha, pois o discurso que ela levou foi o mais arcaico que poderíamos ouvir. Tire você suas conclusões agora e que tenhamos uma boa sorte.
Abraços,
Guilherme Teles


