24/08/2009

Vargas, uma trajetória na história política do Brasil

O cenário político brasileiro ao longo da sua história possui marcas de homens idealizadores, homens que procuraram fazer da política a alternativa mais eficaz para as transformações necessárias dentre tantos os problemas existentes nesse país, o que teoricamente torna-se óbvio. Ainda nessa perspectiva o Brasil foi governado por mais de quinze anos pelo gaúcho, advogado, de estatura mediana, mas de forte personalidade, ou seja, nesse período o país foi comandado pelo senhor Getúlio Dornelles Vargas. A partir do momento que o Brasil começou a ser administrado por Getúlio ainda não era possível imaginar quão grande seriam as mudanças de comportamento e das formas de governar desse, o quanto seria capaz de possuir duplas faces, desde aquela do Vargas ditador àquela figura histórica do “pai dos pobres”. Portanto, apesar de ser considerado como um dos maiores políticos de todos os tempos no Brasil, a morte do homem/político Getúlio Vargas se deu da forma mais trágica que poderia haver com alguém tão importante como o era. Foi através do suicídio, ocorrido no dia 24 de agosto de 1954, que Vargas achou o melhor caminho para não sair da política como um derrotado e que por conseguinte não saísse facilmente da memória daqueles que deveriam ver esse ato como uma demonstração de coragem, logo o povo brasileiro o idolatrou, algo que já estava acontecendo e que se alastrou com a sua morte.

A fase da primeira república no Brasil pode ser considerada como um momento de dominação das forças militares, como também com o predomínio de algumas representações políticas em determinadas regiões do país, citando como exemplo o Rio Grande do Sul na figura de Pinheiro Machado. Portanto, cabe lembrar o quão era sério o cenário político brasileiro no anos que antecederam a ascensão de Getúlio ao poder. Mesmo diante das várias faces de Vargas ao longo do seu governo, ele foi um político diferente pelo fato de saber o momento certo de agir de uma forma mais radical ou então apresentando-se como o “pai dos pobres”, característica essa que trouxe inúmeras vantagens a Vargas, principalmente na sua última eleição arrastando esse carisma até o momento de sua morte. Havendo nesta uma vasta comoção por todo o país, o que torna-se notório ao observar as histórias e as imagens que permanecem na memória dos brasileiros até os dias atuais. Apesar das últimas declarações feitas pelo próprio Getúlio nos dias que antecedem a sua morte, ninguém esperava que aquele desfecho viesse a acontecer. No dia do velório de Vargas, multidões saíram as ruas, como forma de protesto manifestaram toda o seu rancor através de depredações na sede do jornal Tribuna da Impressa, o qual pertencia a Carlos Lacerda, um dos maiores adversários políticos de Getúlio. Enfim, o que levaria Vargas a cometer o suicídio?

Assim como é típico dos suicídios, a resposta da ação de tirar a própria vida morre com aquele que comete o ato. Não foi diferente com Getúlio, mesmo com todas as conturbações políticas que passava o seu governo, o fato não justifica a alternativa tomada por Vargas. Cabe lembrar, no entanto, que o mês de agosto de 1954 foi um tanto complicado, a começar pelo ocorrido do dia cinco, no qual um atentado contra Lacerda acabou a atingir, de fato, o seu acompanhante, o major da Aeronáutica Rubens Vaz, o qual não resistiu aos ferimentos. Desse modo, o relevante ocorrido acabara com a vida do major e dando assim margem as inúmeras críticas de Lacerda, aproveitando o momento e o seu jornal para levantar fortes suspeitas de que esse crime foi encomendado por Getúlio.

Percebe-se por intermédio dessas graves acusações precipitadas realizadas por Carlos Lacerda que, na verdade, Getúlio morreu no dia 24 de agosto de 1954, portanto, o seu governo começou a morrer vinte dias antes. Vargas tentou ao máximo declarar que também estava comovido com o atentado, mas apesar do seu esforço a comoção dos militares superou a do Getúlio que começava a perceber a revolta que culminava a partir desse momento no meio militar. Ressaltando que durante todo o seu governo, Getúlio enfrentara a oposição dos militares, o que se agravou ainda mais com a nomeação de João Goulart ao cargo de ministro do Trabalho, o qual possuía visões e projetos totalmente fora das perspectivas do militares, como o aumento do salário mínimo em até 100%. Assim, Goulart acabou derrubado do cargo, por pressão dos militares.

O último e contundente discurso de Getúlio foi realizado em Minas Gerais na inauguração de uma siderúrgica, onde foi recebido pelo governador Juscelino Kubitschek, exatamente no dia em que o Rio de Janeiro estava de luto devido à celebração da missa em memória ao atentado ocorrido com o major Vaz. O dia 12 de agosto de 1954 em Minas tornou-se histórico pelo fato de que essa data representa o último discurso de Getúlio, como também a sua última aparição pública. Dentre tantas as acusações que torneavam o governo de Getúlio, após o atentado do dia cinco, Carlos Lacerda escreveu que o presidente estava deposto do governo moralmente, “pelo sangue que fez derramar”. Evidentemente que o suicídio de Getúlio não era esperado nem mesmo pelos seus inimigos, porém, o governo Vargas estava morrendo a cada dia do mês de agosto, algo que era nítido devido as manifestações de descontentamento com a política getulista por parte dos militares, os quais começavam a planejar um provável golpe para derrubar Getúlio do poder, alastrando ainda mais a situação do governo e angustiando, por conseguinte, o homem/político Getúlio Vargas.               

 

 

Profº Guilherme Teles

prof_guilhermeteles@yahoo.com.br

 

  



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15/08/2009

Sergipe na 2ª Guerra Mundial é tema de exposição

O Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe irá promover a Exposição “Sergipe na Segunda Guerra Mundial”. O lançamento da exposição acontece na próxima segunda-feira, 17, às 17h no Memorial do Poder Judiciário e contará com a presença de ex-combatentes e convidados. A exposição tem entrada franca e estará aberta ao público a partir do dia 18 de agosto até o dia 02 de outubro, de segunda a sexta, das 8h às 14h; para visitas após este horário é possível fazer agendamento prévio.

O objetivo da mostra é rememorar o momento histórico e trágico que aconteceu no dia 17 de agosto de 1942, dia do ataque que afundou três navios brasileiros no litoral sergipano, causando a morte de aproximadamente 650 pessoas, inclusive de mulheres e crianças, fato decisivo para a participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial.

A diretora do Memorial do Poder Judiciário, Renata Mascarenhas, destaca a importância do evento para a população sergipana. “O tema ‘Sergipe na Segunda Guerra Mundial’, foi escolhido para relembrar à sociedade o evento acontecido no Estado de Sergipe, que eclodiu com a entrada do Brasil na II Guerra Mundial. Com isso, o Tribunal de Justiça, presta uma homenagem aos ex-combatentes sergipanos que atuaram direta ou indiretamente na guerra, além de trazer informações históricas, a maioria delas desconhecidas do público sergipano”, explica.

Serão expostas fotografias inéditas, documentos e publicações antigas cedidos pelo Poder Judiciário, painéis contando a trajetória de Sergipe durante o embate, objetos dos navios naufragados, utensílios pessoais utilizados pelos ex-combatentes quando estavam na Europa, doados pelos familiares dos praças, além da exibição de um documentário produzido pelo Judiciário.

Paralelamente à exposição, acontecerá entre os dias 24 e 28 de agosto o II Ciclo de Palestras do Memorial do Poder Judiciário, no qual os participantes receberão certificado de participação de 20h. As inscrições já estão abertas.

O Memorial do Poder Judiciário está situado no centro de Aracaju, na praça Olímpio Campos, 417. Para inscrever-se no Ciclo de Palestras, agendar visita no período posterior às 14hs e para mais informações ligar para (0xx79)3213-0219 e (0xx79)3213-0771.



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02/08/2009

Educação e cultura, desafios para o Brasil

A sociedade brasileira passa por inúmeras transformações no cenário da educação e da sua cultura, no entanto cabe lembrar que um dos principais problemas ainda presente no país é o famoso “jeitinho brasileiro”, no qual sempre prevalece a “esperteza” no lugar dos valores morais e éticos. Assim, ainda há muito que avançar no Brasil, pois por maiores que sejam os investimentos na educação, devem fazer parte de uma cultura cordata os princípios básicos de uma sociedade mais honesta.

 Observa-se quase que diariamente nos noticiários casos de corrupção nas várias esferas da política, da economia e até mesmo no cotidiano das pessoas, no fundo, este é um problema enraizado na carência de uma cultura educacional mais séria. Infelizmente a educação ainda está sendo tratada como algo estritamente científico, acadêmico. Porém, o maior investimento que poderia ser realizado é aquele no qual a educação fosse a base fundamental para a formação de uma sociedade mais justa, culturalmente mais evoluída, mais construtiva moralmente. A educação deve existir com uma finalidade, ela não existe em si mesma, devendo está relacionada a uma concepção de sociedade, à construção de uma coletividade. Dessa forma, contrariamente à afirmação de muitos que costuma dizer que um dos maiores problemas é a falta de cultura do brasileiro, essa questão deve ser esclarecida como equivocada, pois é óbvio que o povo brasileiro tem cultura, mas ela ainda está presa a determinadas raízes históricas perniciosas.

A escola deve ir além de preparar vestibulandos e formar técnicos para a competição mecânica. Deve alfabetizar politicamente, construir cidadãos, dar noção de justiça, conscientizar o estudante da importância do seu papel na sociedade, como agente de direitos e deveres. Somente a noção, a informação podem ser instrumentos para o indivíduo transpor o acesso da ingenuidade para a consciência crítica. Logo, dessa maneira, a formação de uma sociedade culturalmente mais avançada seria obtida pelo caminho mais coeso e eficaz, isto é, através da educação.

Restituir as instituições, vencer obstáculo à promoção social e tantos outros desafios da nossa época, torna-se extremamente abstruso por qualquer meio onde não esteja presente um razoável coeficiente de cidadania. Somente o cidadão suscetível para discernir e cônscio das suas competências junto à sociedade irá comprometer-se com os ensejos e os fenecimentos comuns. Unicamente através da cidadania uma sociedade consegue derruir os muros da descrença, da falta de motivação e da impassibilidade, remover os escombros e reedificar o ânimo, a esperança e o acendimento tão imprescindíveis em qualquer projeto de sociedade desenvolvida, eqüitativa, solidária, acessível, próspera.

 

 

* Guilherme Teles é Licenciado em História pela UniT/SE. Professor da Universidade do Vale do Acaraú (UVA/ASAS), membro pesquisador do grupo de pesquisas GEM/GPCIR do Departamento de História da UFS.

 



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08/05/2009

Debates sobre História e Religiosidade

Há pouco mais de dois meses a disciplina optativa de “Tópicos especiais em História e Religiosidade” ofertada pelo Departamento de História da UFS tem levantado vários debates sobre as questões relacionadas à religiosidade. Entretanto, essa disciplina tem como principais objetivos apreender o que é religião, compreender o processo de formação do catolicismo luso-brasileiro na América portuguesa e também compreender as vicissitudes das religiosidades na sociedade brasileira do século XIX.

Dentre os vários autores trabalhados até então, pode-se destacar a importância dos textos de Rubem Alves, Anita Novinsky, Laura de Mello e Souza, Angelo Assis, Marilza Soares, Jacqueline Hermann, entre outros.

Dessa forma, disponibilizo abaixo o link do site da disciplina para que você tenha acesso a todo conteúdo programático, assim como alguns textos presentes no site.

http://silva.marcos.sites.uol.com.br/tehr/programa.htm

 

Abraços,

Guilherme Teles

 



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[ natalia ] [natalia_aju@hotmail.com] [aracaju]
muito interessante seus textos.como sepre muito criativo.
bbjos

29/09/2009 00:08:08

RESPOSTA:
grato

13/04/2009

Luto

O grupo GEM da UFS lamenta enormemente pelo falecimento do nosso grande amigo e membro do grupo de pesquisas, Murilo Monteiro.

Todos as pessoas importantes deixam legados, nosso caro amigo nos deixou o legado da constante determinação.

Grato,

Guilherme Teles - grupo de pesquisas GEM/UFS

 



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18/12/2008

PALESTRA NO FÓRUM PENSAR CEDRO

 

No dia 13/12/08 participei do Fórum Pensar Cedro, na cidade de Cedro de São João/SE na condição de convidado para ministrar uma palestra na Câmara de Vereadores daquela cidade intitulada “Indícios da presença de ciganos, holandeses e/ou marranos na cidade de Cedro de São João”. Anterior a minha palestra, o jornalista da TV Sergipe (afiliada Rede Globo) Anderson Barbosa também proferiu uma brilhante comunicação sobre “O papel do Jornalismo na inclusão das pessoas portadoras de deficiências”. O encerramento das palestras ficou por conta do vice-presidente do DCE da UFS e estudante do curso de Direito, Magson Santos, o qual abordou o tema “O novo sistema de acesso a UFS com a aprovação das cotas sociais e étnicas”.

Parabenizo à equipe do Fórum Pensar Cedro pela organização do evento “Natal Solidário” realizado no dia 13/12/08 na cidade de Cedro de São João. A iniciativa é altamente relevante, pois o evento consegue mobilizar a cidade em torno das atividades promovidas durante todo o dia e o brilhante encerramento realizado na Câmara de Vereadores com palestras que levantaram o debate na sociedade.

Com muita satisfação presto a minha homenagem e agradeço ao povo cedrense pela constante hospitalidade e contribuição às minhas pesquisas.

 

Grato,

Profº Guilherme Teles



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[ Anderson Barbosa ] [jornalistaanderson@yahoo.com.br] [Aracaju]
Foi uma satisfação estar presente ao seu lado no Fórum. Sucesso na carreira, na vida, no blog...

10/01/2009 00:18:31

RESPOSTA:
Muito obrigado e muito sucesso também na sua carreira! Grato, Guilherme Teles

19/11/2008

CONVITE

 

CAMPANHA NATAL SOLIDÁRIO: ÉTICA E CIDADANIA
13 DE DEZEMBRO DE 2008

O FÓRUM PENSAR CEDRO COM O APOIO DA PREFEITURA MUNICIPAL DE CEDRO DE SÃO JOÃO, SESI-SE E DA SOCIEDADE SEMEAR TEM A HONRA DE CONVIDAR A POPULAÇÃO DO NOSSO MUNICÍPIO PARA PARTICIPAR DA CAMPANHA NATAL SOLIDÁRIO: ÉTICA E CIDADANIA, A SER REALIZADA NO DIA 13 DE DEZEMBRO DE 2008, A PARTIR DAS 08H00, NO COLÉGIO ESTADUAL MANOEL DANTAS, CENTRO.


PROGRAMAÇÃO/ATIVIDADES

08H00: ABERTURA E HOMENAGEM A PROFª MARIA ALEXANDRINA;
08H30: TORNEIO DE FUTEBOL DE SALÃO (INFANTIL E ADULTO);
08H45: DISTRIBUIÇÃO DAS CESTAS COM ALIMENTOS E CAMISAS;
09H30: APRESENTAÇÃO DA OFICINA DE MÚSICA, PEÇA DE TEATRO E CORAL;
08H00/13H00: SERVIÇOS DE ATENDIMENTO MÉDICO, PREVENÇÃO E SAÚDE ORAL, CORTE DE CABELO E RECREAÇÃO;


15H00: TORNEIO DE BARCOS (ASSOCIAÇÃO DOS PESCADORES);

19H30: PALESTRAS (CÂMARA DE VEREADORES)
ANDERSON BARBOSA: O PAPEL DO JORNALISMO NA INCLUSÃO DAS PESSOAS PORTADORAS DE DEFICIÊNCIA.
GUILHERME TELES: INDÍCIOS DA PRESENÇA DE CIGANOS, HOLANDESES OU MARRANOS EM CEDRO DE SÃO JOÃO.
MAGSON SANTOS: O NOVO SISTEMA DE ACESSO A UFS COM A APROVAÇÃO DAS COTAS SOCIAIS E ÉTNICAS.

VOLUNTÁRIOS DA SAÚDE

• CLÍNICO GERAL E CARDIOLOGISTA: DR. NIXON MOTA;
• DENTISTA: DRA. VERÔNICA ROCHA;
• OFTALMOLOGISTA: DR. AUGUSTO CÉSAR;
• ORTOPEDISTA: DR. ORLANDO ALVES;
• PEDIATRA: DR. RICARDO MELO.

REALIZAÇÃO: FÓRUM PENSAR CEDRO

APOIO: PREFEITURA MUNICIPAL DE CEDRO DE SÃO JOÃO - SE, SESI/SE, SOCIEDADE SEMEAR

PARTICIPE!



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13/11/2008

CRONOLOGIA MARRANA NA PENÍNSULA IBÉRICA E NO BRASIL

  

A História é composta de fatos, os quais estão inseridos dentro de um determinado contexto e, por conseguinte, as datas possuem suas representatividades para o estudo de qualquer caso, desde o aspecto macro, como também no micro. A cronologia marrana na Península Ibérica mostra algumas características do quão é antiga a presença de judeus naquela região, e por fim, faz-se importante relevar a seqüência dessa cronologia em terras brasileiras, uma vez que a história do Brasil está diretamente ligada à história portuguesa, à história da Península Ibérica.

Antes mesmo da era cristã, de acordo com alguns estudiosos, por volta do século X a.C. alguns viajantes israelitas acompanharam os fenícios em suas viagens pelo Mediterrâneo, chegando à Península Ibérica. Há ainda uma ressalva quanto ao consenso entre alguns pesquisadores em relação ao antigo nome de Portugal (Lusitânia), o qual provém do fenício-hebraico através da raiz semântica luz (avelã ou amendoeira). A partir da era cristã, com a Península Ibérica sendo subordinada à administração romana, vários comerciantes judeus são atraídos para a região. No século IV a questão judaica provavelmente já apresentava sua importância na Espanha, tendo como base que no concilio de Eliberi era incluída na pauta o fenômeno judaico.

Entre os séculos X e XII percebe-se Idade de Ouro do judaísmo espanhol sob domínio muçulmano. Brilham a medicina, a filosofia e a literatura entre os judeus ibéricos (sefaradis). Mais a frente, no ano de 1265, na Summa Teologica Tomás de Aquino (teólogo italiano da ordem dos dominicanos) prescreve a morte para os hereges que, depois de duas advertências não se arrependam. Alexandre IV ratifica a bula Ad extirpanda, promulgada por Inocêncio IV a 15 de maio de 1252, que institui a tortura. É oficializada a primeira Inquisição na Itália, conhecida como medieval ou papal, com informantes, exame de prelados, confisco de bens, queima de propriedades, processos, sessões de tormentos e cremação pública de impenitentes. Aquino não inclui os judeus entre os heréticos, mas referindo-se ao "deicídio judaico" recomenda que aqueles fossem mantidos em estado de "servidão perpétua por causa de seu crime" e que os príncipes confiscassem seus bens, deixando-lhes apenas o necessário para viver. A diante, no ano de 1391, Aproveitando-se da morte de João I de Castela e do arquiduque da cidade, o arquidiácono de Sevilha, Fernando Martinez de Ecija, predica contra os "deicidas" e, a 16 de junho, a turba popular precipita-se para o bairro judeu. Os que não conseguem fugir e não se convertem à força são chacinados no local. Fanáticos seguidores vão de cidade em cidade agitando a massa aos gritos de "Martinez está chegando! Para os judeus, a morte ou a água benta!" O massacre em cadeia atinge as judiarias de Andaluzia, Murcia, Mancha, Ciudad Real, Leon, Logroño e Navarra. O cronista Paulo Lopez de Ayala observa: "A avidez de saquear os judeus cresce a cada dia". E a massa saqueia e mata judeus em Alcalá de Guadaira, Ecija, Carmona, Santa Olalla, Cazalla, Córdoba, Andújar, Montoro, Úbeda, Baeza, Jaen, Ciudad Real, Ocaria, Huete, Cuenca, Madri, Toledo, Estremadura, Logroño, Valência, Barcelona, Girona, Cervera, Lérida e Palma de Maiorca. O balanço final foi de quase 50 mil mortos. A essa matança, que marca o fim da convivência pacífica entre cristãos e judeus na Espanha, sucedem-se muitos batismos. Mas os conversos logo passam a ser vistos como "hipócritas" e são perseguidos com maior ferocidade. Na mesma época, percorrendo a França e a Espanha, o dominicano francês Vincent Ferrer converte dezenas de milhares de judeus com pregações seguidas de violências e pilhagens.

De acordo com as datas já citadas é possível observar a constante instabilidade precária para se manter uma identidade judaica diante de todas as perseguições, logo, cabe lembrar que no ano de 1449 ocorre o primeiro ataque aos conversos, quando alguns ricos mercadores são culpados pelo brusco aumento de impostos devido à guerra contra Aragão. O panfleto Fortalicium Fidei, do franciscano Alonso de Espina, de Segóvia, que conhece oito reedições em 58 anos, leva o papa Nicolau VI a decretar uma série de medidas contra os conversos. Ocorre o primeiro assalto a uma judiaria em Portugal.

O dia 31 de março de 1492 é uma data profundamente lembrada nos estudos sobre marranos (cristãos-novos), pois marca o decreto de Fernando e Isabel expulsa os judeus da Espanha. Os que não emigram são obrigados a se converterem ao cristianismo. Em 5 de dezembro de 1496 o decreto de Dom Manuel expulsa os judeus de Portugal. Fica clara a influência da intolerância religiosa espanhola sobre o reino português. Fica constatado então que em 1497, a expulsão de Portugal na verdade não ocorre. Efetua-se o seqüestro das crianças judias até 14 anos para serem distribuídas à população cristã e reeducadas na fé católica, às expensas da Coroa. Os judeus adultos são batizados compulsoriamente em Portugal. Há menções históricas ao fato de que, neste ano, cerca de um décimo de toda a população portuguesa era constituído de judeus. Inicia-se o criptojudaísmo português.

1542 é um marco na história das religiões, o reformador protestante alemão Martinho Lutero publica o panfleto Contra os Judeus e suas Mentiras, tratando-os de "povo endemoninhado, peste, pestilência e pura desgraça em nosso país". Em Shem Hamephoras aponta-os como "filhos do Diabo", propondo que se ateasse fogo nas sinagogas e as recobrisse de areia e lama e se matassem os judeus que louvassem a Deus, orassem, ensinassem ou cantassem em solo alemão. Quando surge na Península Ibérica a "questão cristã-nova", os teólogos já dispõem de uma longa tradição teológica e prática de cremação para justificar seu desejo, sabendo muito bem o que fazer com os judeus convertidos e seus descendentes. Assim, o frei Antônio de Sotomayor não hesitou em opinar, "em boa razão discreta e cristã" que era conveniente queimar os cristãos-novos, já que tal havia sido o critério de homens tão destacados como frei Juan de Portugal, Diogo Nuño e Domingo Bánez, "que seu parecer era que os queimassem todos e tal era o sentir do povo em todas as escalas sociais". Segundo a historiografia, em 1591, visitadores da Inquisição chegam pela primeira vez ao Brasil (Bahia). Com a dispersão dos judeus pelo mundo, é possível constatar no ano de 1593 que  portugueses fundam a primeira comunidade sefaradi em Amsterdã (Holanda).

No século XVII, em 1618 visitadores da Inquisição chegam pela segunda vez ao Brasil, ressalta-se, então, que em terras brasileiras não houve a instalação do tribunal do Santo Ofício, mas a visitação inquisitorial. O nordeste brasileiro é de vital importância para o estudo do fenômeno judaico, pois com a dominação holandesa na capitania de Pernambuco entre os anos de 1630 a 1654, mais precisamente na administração do conde Maurício de Nassau é fornecida a liberdade às práticas judaicas, logo, foi fundada a primeira Sinagoga das Américas. Isaac Aboab da Fonseca, o primeiro rabino do Novo Mundo, atua em Recife entre 1642 a 1654.

Dessa forma, mesmo através de uma breve análise cronológica da história marrana (cristã-nova) na Península Ibérica, bem como no Brasil é possível observar a trajetória dos judeus, os quais após muitas restrições, envolvidos num constante processo de resistência adquiriram a experiência da manutenção de muitas das sua praticas, hábitos e costumes. Os conversos oriundos da península levam o nome de cristãos-novos, marranos, criptojudaizantes, mas todos eles tentam manter sua identidade religiosa e cultural.   



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17/10/2008

História Cultural, uma anÇlise sobre o pensamento de Peter Burke

Os estudos sobre a História Cultural apresentam-se cada vez mais instigantes aos pesquisadores da área, no entanto, muitas são as interpretações a respeito de História, História Cultural e Cultura. De acordo com o historiador Peter Burke “Uma solução para o problema da definição de história cultural poderia ser deslocar a atenção dos objetos para os métodos de estudo. Aqui também, no entanto, o que encontramos é variedade e controvérsia” (Burke, 2005: p. 09). Esta primeira citação de Burke a respeito da história cultural mostra a complexidade da definição, uma vez que o próprio historiador deixa claro que pode-se correr o risco de manifestar-se erroneamente ao querer mudar a atenção dos objetos para os métodos de estudo na história cultural, levando em consideração que há, neste caso, a probabilidade de variedades e controvérsias no desenvolvimento do estudo, da pesquisa que esteja relacionada à história cultural.

Burke diz no seu livro “O que é história cultural?” (Jorge Zahar Ed, 2005) que o trabalho individual dos historiadores culturais precisa ser localizado em uma das diferentes tradições culturais, geralmente definidas em termos nacionais, dessa forma, o autor deixa claro que o pesquisador deve ter em mente a idéia de culturas, pois estudar cultura é saber que, na visão de Burke, o estudioso depara-se com culturas, ou seja, uma pluralidade de tradições.

Segundo Peter Burke, a história cultural não é uma invenção ou mesmo descoberta nova, ele afirma na sua obra que a história cultural já era praticada na Alemanha (Kulturgeschichte), essa era a nomenclatura utilizada há mais de 200 anos. O historiador ainda cita que a partir de 1780 é possível encontrar histórias da cultura ou de determinadas regiões ou nações. O período que compreende de 1800 a 1950 apresenta alguns estudiosos que vão enfatizar ainda mais a história cultural, cada autor com as suas mais diversas peculiaridades, a exemplo do historiador suíço Jacob Burckardt, com a obra A cultura do Renascimento na Itália, o qual foi publicado pela primeira vez em 1860. No ano de 1919, o historiador holandês Johan Huizinga, publica o livro Outono da Idade Média, estas suas obras são citadas na obra de Burke como sendo referências para o período citado. Ainda segundo Burke, em ambas as obras está implícita a idéia de que o historiador pinta “o retrato de uma época”.

Peter Burke diz a respeito de Huizinga, que a abordagem dele à história cultural era essencialmente morfológica, Burke diz ainda que Huizinga estava preocupado com o estilo de toda uma cultura. Burke aborda também no seu livro que, o sociólogo alemão Norbert Elias, um seguidor de Marx Weber, em certos aspectos, escreveu um estudo O processo civilizador (1939) que é essencialmente uma história cultural.

Na obra de Burke é citada a questão da idéia de que cultura implica a idéia de tradição, de certos tipos de conhecimentos e habilidades legados por uma geração para a seguinte. Burke ainda faz indagações sobre conceito do que é povo, do que é cultura e/ou mesmo do que é popular, esses questionamentos levam o autor a deixar claro na sua obra o quanto é necessário aos estudiosos da área debates mais aprofundados sobre essas questões. 

A partir da década de 1970 foram publicados centenas de estudos micro-históricos, focalizando os mais diversos temas, das mais variadas formas, desde o estudo da família, como também o estudo do indivíduo. O exemplo mais contundente sobre o estudo da micro-história é o livro de Ginzburg no seu livro O queijo e os vermes, uma obra da maior relevância. Burke ainda cita no seu livro os vários debates a respeito da Nova História Cultural, que em meados do século passado enfatiza a preocupação com a construção da identidade, uma das principais características dessa nova nomenclatura dada à história cultural.

Por fim, “A idéia de fronteira cultural é atraente. Pode-se até mesmo dizer que é atraente demais, porque encoraja os usuários a escorregar, sem perceber, dos usos literais aos usos metafóricos da expressão, deixando de distinguir entre fronteiras geográficas e fronteiras de classes sociais, por exemplo, entre o sagrado e o profano, o sério e o cômico, a história e a ficção” (Burke, 2005: 152). Assim, Burke deixa sua opinião de que a história cultural não desaparecerá, apesar das possíveis reações contra ela.

 

 

* Guilherme Teles é Licenciado em História pela Unit/SE. Membro pesquisador do grupo de pesquisas GEM/GPCIR do Departamento de História da UFS.

e-mail: prof_guilhermeteles@yahoo.com.br

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[ Emanuele Tourinho ] [emanuele.tourinho@gmail.com] [Aracaju]
Parabéns Guilherme!!! Belo texto!! Bom te ver assim produzindo, viu??? Orgulho de ter feito parte da sua vida acadêmica... Abraços

28/10/2008 20:06:52

RESPOSTA:
Muito obrigado pelo elogio... forte abraço, Guilherme Teles

20/09/2008

Ciganos, holandeses ou marranos em Cedro de São João

As condições que deram origem a população da cidade de Cedro de São João, situada ao norte do estado de Sergipe, deixam dúvidas diante de uma análise histórica e ao mesmo tempo antropológica. Ou seja, em meio aos relatos e registros na historiografia já produzida sobre a origem do povo cedrense várias indagações surgem a medida que é realizada uma análise mais criteriosa sobre este fato. Cabe lembrar, que Cedro de São João está numa região que faz parte do baixo São Francisco e que sua história está diretamente ligada à Propriá, principal cidade ribeirinha do lado sergipano. Anterior à sua independência, Cedro de São João pertencia à comarca de Propriá e, por conseguinte, sua história documental de outrora está entrelaçada com a comarca da época. 

O estado de Sergipe, apesar da sua pequena área territorial possui uma história muito instigante, levando em consideração suas peculiaridades em cada região do estado, o qual apresenta características diferenciadas, principalmente no aspecto cultural. O município de Cedro de São João é possuidor de um povo com traços físicos mais próximos dos descendentes de peles claras, algo que predomina na cidade. Existira em Cedro de São João uma comunidade de origem holandesa, é possível a cidade ter sido colonizada por ciganos ou ainda, esse povo recebeu influência de marranos no período do seu povoamento?

De acordo com a historiadora sergipana Maria Thetis Nunes a permanência de holandeses no território sergipano é quase nula, no seu livro Sergipe Colonial I a historiadora não faz citações relevantes sobre alguma localidade sergipana que tenha sido colonizada por holandeses. No entanto, no aspecto antropológico Felte Bezerra cita no seu livro Etnias Sergipanas uma identificação do povo cedrense com uma provável colonização de origem holandesa. Assim, diante destas duas afirmações dos estudiosos cria-se um impasse entre um estudo histórico e um estudo antropológico, ambos com sua importância, como também ambos estão sujeitos a questionamentos. Ainda sobre essa origem cedrense cita-se e está registrado nos últimos livros da história local que sua origem é de um povo cigano, que chegando àquelas terras deram início ao povoamento e desenvolvimento da localidade. O ilustre professor Valdemar Nunes, filho e morador da cidade, argumenta que Cedro de São João teve sua origem em ciganos oriundos do estado de Minas Gerias, que no começo do século XIX chegaram e fixaram-se nas terras cedrenses. Logo, outra indagação é levantada, pois seria o Cedro de São João uma cidade que apresentaria um aspecto que contraria à idéia dos povos conhecidos como nômades ou essa teoria é real quanto à colonização das terras cedrenses. Mais uma dúvida, uma vez que esse fato despertaria enormes interesses aos estudiosos de grupos ciganos.

Diante de tantos aspectos sobre a provável origem do povo cedrense chegasse a conclusão que a cidade carece de estudos criteriosos, interdisciplinares, científicos, os quais agreguem valor histórico à cidade, como também a identidade dos cedrenses perante sua real formação. Ademais, recentemente, leituras realizadas pela equipe do grupo de estudos do marranismo (GEM) do Departamento de História da Universidade Federal de Sergipe têm apresentado a cidade de Cedro de São João como um provável reduto de povos marranos, os quais ainda não se sabe, ao certo, de qual região estes teriam partido e o motivo que os levaram a fixarem-se naquela cidade, como também sobre sua contribuição no aspecto do povoamento local. Sobretudo, leituras realizadas das obras de autores como Câmara Cascudo e o próprio Felte Bezerra já apontam indícios sobre marranos em Cedro de São João. Apesar destes dois estudiosos não detalharem os aspectos da cultura local, ambos inserem a cidade na rota da colonização marrana no Brasil.

Ressalta-se aqui, então, a importância de um levantamento sobre tudo que já foi produzido sobre a história da cidade de Cedro de São João. No entanto, essa mesma história deve levar em consideração a historiografia local de outrora, os aspectos antropológicos, sociológicos, culturais e demais aspectos que venham a contribuir para a formação da história cedrense, centrada em características científicas. Este artigo não tem como finalidade responder a origem da cidade de Cedro de São João, mas levantar indagações sobre sua real origem. Os indícios sobre a origem do povo cedrense estão implícitos, mas com estudos criteriosos é possível apresentar explicações mais convincentes sobre a formação da cidade de Cedro de São João, a qual sempre contribuiu das mais diversas formas na construção do estado de Sergipe. 

 

 

 

 

 

 

Guilherme Teles é Licenciado em História pela Universidade Tiradentes (Unit/SE). Membro do grupo de pesquisas GEM/GPCIR do Departamento de História da Universidade Federal de Sergipe (UFS).

e-mail: prof_guilhermeteles@yahoo.com.br



BLOG Emsergipe.com - Comentários
[ Zulede Nunes dos Santos ] [zununes@oi.com.br] [Rio de Janeiro - RJ]
Gostei muito do seu artigo, sou segipana de nascimento, descendente de sergipanos, Meus Avós Maternos são de Cedro de São João - Estado de Sergipe. Minha Avó e seus oito irmãos tinham olhos azuis, e ela sempre nos disse que era descendente de holandeses ciganos. Meu avo tinha olhos verdes e dizia que seus descendentes eram caboclos, indios e ciganos, na familia de meu avô todos eram altos e pele clara e portando alguns netos e bisnetos têm essa herança genetica de olhos azuis e olhos verdes. e todos de pele clara. Gostaria de saber mais a respeito de minhas origens.
Abraços e até breve ,
Zuleide Nunes

04/10/2009 00:31:00


[ zezinho de neno ] [uniagro@uol.com.br] [maceio-al/br]
´Caro Guilherme é muito gratificante saber que alguem proucura interirar nossos proprios desejos de nos conhecer melhor,nossas origens,costumes e etc...
Ate que eu continuo achando que nossas raizes venha de um povo cigano/holandes ja nos dizia minha vó Maria,filha de Antonio Batista que lutou pela liberdade de Propriá,cujo nos deixou muito confortavel,com nossa historia,mais espero passa para meus filhos uma historia mais contudente,sucesso em sua retorica abraços jose neto ramos.

30/04/2009 10:50:52

RESPOSTA:
agradeço pelas palavras de apoio, abs

[ kátia de albuquerque lopes ] [ladykat@ig.com.br] [natal]
Professor Guilherme, boa noite!

Estou fazendo especialização no PROEJA ofereciso pelo CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE e minha base de pesquisa é sobre os ciganos, já que trabalho com a Educação do campo e Diversidade Étnico-Racial.Anotei teu email para trocarmos algumas informações.

Grande abraço e fico encantada em saber que um jovem professor está ,também, socializando esta cultura tão rica e tão discriminada.

kátia

27/04/2009 20:51:45

RESPOSTA:
olá minha nobre pesquisadora, agradeço pela gentileza, pode manter contato a qualquer momento... abç

[ Ailton Rocha ] [afrocha@infonet.com.br] [Cedro de São João-SE]
Caro Guilherme,

Desde a nossa primeira conversa fiquei bastante curioso com relação a sua pesquisa. Precisamos agendar uma palestra em Cedro sobre a evolução do trabalho. Será de grande valia cultural para o povo da nossa terra. Parabéns.
Ailton Rocha
Presidente do Fórum Pensar Cedro



19/10/2008 20:47:11

RESPOSTA:
É com muita honra que agradeço ao apoio aqui prestado! Abraços, Guilherme Teles

[ Antonio Carlos Lima ] [contato@meupapagaio.com] [Aracaju]
Olá!

Informo que seu blog também faz parte do Blog'se! - O Portal dos Blogs Sergipanos.

Grato,

Antonio Carlos Lima

09/10/2008 16:23:14

RESPOSTA:
Muito grato pelo apoio na divulgação do meu blog, acredito na democratização do conhecimento, desde que possamos produzir sempre sem perder a qualidade... Abraços, Guilherm Teles

[ Luiz Eduardo ] [dudufs@gmail.com] [Aracaju, SE]
De fato, a população do município de Cedro tem suas peculiaridades e difere em alguns pontos do restante da região: além da cor da pele, há também a pronúncia das palavras - que provavelmente conserva traços dos colonizadores.

27/09/2008 10:32:57

RESPOSTA:
Pode ter certeza que algo de diferente está presente na cultura local... Abç, Guilherme